Há 10 anos, quando o padre Eduardo Lima iniciava a Associação Humanitária Universitários em Defesa da Vida - Univida, o Centro Universitário de Santa Fé do Sul – Unifunec, juntava-se a ele na missão de prestarem serviços aos menos favorecidos em risco social, transformando a vida de populações em vulnerabilidade social na Reserva Indígena de Dourados (MS) e Amazônia. Este ano a Missão Univida aconteceu de 8 a 14 e contou com a participação de quatro alunas do curso de Odontologia e um aluno do curso de Medicina.
O grupo foi acompanhado pela professora do curso de Odontologia, Ivana Maria Esteves Maciel, parceira do projeto desde o início. Ivana explicou que este foi um ano atípico devido a pandemia, que reduziu a equipe, mas não comprometeu a qualidade do atendimento. “Apesar de sermos um grupo pequeno, o trabalho desenvolvido, tanto nos procedimentos curativos quanto educativos, foram bastante expressivos em número e qualidade”.
Ivana ressaltou que, além dos atendimentos, há a questão do aprender a ouvir, as falas e queixas, do receber o paciente, da compreensão dos muitos fatores que influenciam diretamente no processo de saúde/doença. “A possibilidade de vivenciar a realidade das etnias indígenas presentes na reserva e de outras localidades próximas permite uma reflexão sobre o quanto existe de desigualdade social, preconceito e indiferença, e os impactos provocados nas vidas desses nativos. Toda dinâmica desse trabalho voluntário tem por objetivo desenvolver a competência do se colocar no lugar do outro, ver o outro fraternalmente e assim resultar no processo de humanização nos universitários”.
Quando ingressou na Missão, Letícia Ramos Franco, aluna do 7º semestre, tinha medo do que encontraria por lá e de como seria a semana. Ao retornar, descreveu a experiência como maravilhosa. “É um aprendizado fundamental não somente em aprender odontologia, mas também a aprender a ver a vida com outros olhos e nos tornarmos seres humanos melhores. Encontramos muitos deles, principalmente crianças, com dentes cariados e sem tratamento. E para eles tudo se resume a tirar o dente, não a tratar. Fizemos muito tratamento restaurador atraumático para tratar as cáries, além de algumas exodontias”.
Um dos desafios enfrentados é o ambiente onde são feitos os atendimentos, improvisado e sem a infraestrutura de que estão habituados. “É totalmente diferente o ambiente, o modo que trabalhamos, do que temos na faculdade, é uma dificuldade a mais. Mas isso não nos impede de realizar um trabalho muito bem feito, dentro dos limites que temos ali”, afirmou a acadêmica.
Para Maria Bethânia Alves de Freitas, 7º semestre, a precariedade em que os locais vivem se reflete na saúde bucal. “Quando estamos na reserva a falta de estrutura de saúde, sobretudo odontológica, fica clara, contudo, não impede que seja desenvolvido um trabalho humano e dentro das condições do local. Todo atendimento é feito buscando não somente resolver ou melhorar um problema bucal, mas desenvolver um atendimento humanizado e humanizador, prezando por respeito e empatia para com a comunidade”.
Os trabalhos realizados pelo grupo foram: Tratamento Restaurador Atraumático (ART), exodontias simples, aplicação de flúor gel e bochecho, raspagem, além de instruções de higiene oral e distribuição de kits de higiene bucal. Eles também levaram roupas, alimentos e brinquedos arrecadados em um arrastão realizado no ano passado.
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